quinta-feira, 31 de março de 2011

A Favor de Gente de Verdade!



"Eu sou uma eterna apaixonada por palavras. Música. E pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, onde você nasceu, quanto carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono. Gosto de quem mete a cara, arrisca o verso, desafia a vida. Tem muita coisa dentro de você? Então jogue essa porra de identidade fora e senta aqui. Pára de falar da rave. Da viagem. Das 200 horas que ficou sem dormir ouvindo tuntztuntz. Ok, pode falar! Mas seja breve. Eu quero saber sobre você. VOCÊ! Você não é só uma festa, uma foto de orkut, um carro bonito que te custa caro. Você não é só um i-phone, uma tv de plasma, uma notícia barata de jornal. VOCÊ É GENTE! E gente sente. Gente ama, sofre, sente sono. E tem medo. EU TENHO MEDO. Eu, na verdade, tenho muitos medos. E um deles é que as pessoas virem apenas uma IMAGEM. Não para os outros (que se fodam os outros!), mas para si mesmo.


Meu Deus, aonde vamos parar? Antes que a conversa se estenda, quero esclarecer logo. Não sou hipócrita, veja bem. Também adoro um auê, uma frescurinha, champagne boa. Tenho um ego chato que apaga fotos em máquinas alheias. Fico emburrada se a calça jeans não entra. Brigo cá com meus defeitos (que são caros, fartos e meus). E acho que todo mundo também. Mas o que vim dizer hoje não é isso. Ou melhor, é sim. O que eu quero falar na verdade é que: A GENTE PODE SER BEM MAIS QUE ISSO. Que tal preocupar-se um pouco mais com SER do que com o TER, nem que seja pra variar? Me conte suas viagens, me mostre sua história, mas seja sincero: você detestou aquele lugar que todo mundo ama! VOCÊ ODIOU, na verdade. Então pra quê dizer que foi uma viagem “do caralho” e colar aquelas fotos com aquela gente cretina bem no meio do seu mural?

Não precisa fazer linha comigo, nasci desalinhada, você sabe. Lembre-se de quem você era, DE QUEM VOCÊ É. (Você se lembra?). É sua essência, tudo o que há por trás desse sorriso lindo e óculos escuros. É minha gente. Estou naqueles momentos silenciosos em que pouca coisa parece fazer sentido. Sigo a vida conforme o roteiro, sou quase normal por fora, pra ninguém desconfiar. Mas por dentro eu deliro e questiono. Não quero uma vida pequena, um amor pequeno, um alegria que caiba dentro da bolsa. Eu quero mais que isso. Quero o que não vejo. Quero o que não entendo. Quero muito e quero sem fim. Não cresci pra viver mais ou menos, nasci com dois pares de asas, vou aonde eu me levar. Por isso, não me venha com superfícies, nada raso me satisfaz. Eu quero é o mergulho. Entrar de roupa e tudo no infinito que é a vida. E rezar – se ainda acreditar – pra sair ainda bem melhor do outro lado de lá."

Fernanda Mello

Menina de sorte, eu sou!

"Sou uma menina de sorte. Não porque geralmente estou no lugar certo e na hora certa, tampouco porque sou atenta as oportunidades que sorriem em minha janela mesmo quando o dia amanhece aborrecido e borrado de cinza.

Sou uma menina de sorte porque sempre me acho bonita, até quando acordo com a cara amassada e cheia de olheiras. Nunca achei que precisava emagrecer dois kilos ou que me faltavam roupas no armário.
Vivo com o dinheiro que tenho. Se tiver 5000, gasto 5000, se tiver 500, gasto 500 e se não tiver dinheiro canto debaixo do chuveiro do mesmo jeito.
Sou uma menina de sorte porque aprendi a amar os defeitos das pessoas e a me cobrar menos. Se erro, hoje, conserto amanhã, sem dramas.

Peço desculpas com a mesma facilidade que sorrio e não guardo mágoas de ninguém. Inimigos, não tenho, parto do principio de que se alguma pessoa não gosta de mim é porque ela não me entendeu e sigo meu caminho sem me importar com isso. No mais, medalhinha no pescoço e sal grosso.
Amo meu cabelo, até quando chove e ele arrepia. Acho que fica divertido, selvagem.
Os livros que ainda não li, como A menina que roubava livros, não me arrependo, bem sei que uma vida só não seria suficiente para ler tudo o que gostaria ou deveria.
Arrependimentos, não tenho. Eles duram o mesmo tempo que minhas mentiras: dois dias.
Não há limão que não se transforme em limonada na minha mão.

Até quando estou triste acho graça na tristeza. Escrevo poemas e fica tudo certo.

Medos, não tenho. Só de rato .

Posso passar horas num congestionamento sem me estressar, basta ter uma música no fone de ouvido que me transporto para Milão.

Sou irritadinha, mas, como sou, também, imediatista, qualquer irritação dura menos que uma chuva de verão.

Não sinto culpa, nem raiva. Se estou com raiva, grito... e logo ela passa. Se sinto culpa, lavo seu rastro com minhas lágrimas.

Sou uma menina de sorte porque tive uma avó chamada Esperança que me ensinou a dançar a tarantela e a fazer nhoque de batata.

Sou uma menina de sorte porque amo um poeta e sou amada por ele e porque, como ele, “ vejo beleza em tudo o que vejo e me alimento do que é belo”.

Sou uma menina de sorte porque como Ferreira Gullar "eu não quero ter razão eu só quero é ser feliz".
Sei, não, mas acho que sou uma menina de sorte porque me amo incondicionalmente. Quer belezura maior que essa?


Mônica Montone

quarta-feira, 30 de março de 2011

Apenas mais uma de amor

"Eu gosto tanto de você

Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso de ser abstrato, baby
A beleza é mesmo tão fugaz

É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer...

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza entäo
A alegria que me dá


Isso vai sem eu dizer...


Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer (e eu vou sobreviver)
O que eu ganho o que eu perco
Ninguém precisa saber..."

Lulu Santos

terça-feira, 29 de março de 2011

Coisas que a vida ensina

"Amor não se implora, não se pede não se espera... Amor se vive ou não.
Animais são anjos disfarçados, mandados a terra por Deus para mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovem.
Água é um Santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
A criatividade caminha junto com a falta de grana. Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio. As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
A música é a sobremesa da vida. Acreditar, não faz de ninguém um tolo.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças à cerca de suas ações.
Obrigado, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem portas para uma vida.
O amor... Ah, o amor... O amor derruba barreiras, une facções, quebra.
Destrói preconceitos, cura doenças... Não há vida decente sem amor! E é certo quem ama, é muito amado. E vive a vida mais alegremente. "

Artur da Távola


"As pessoas têm medo das mudanças e eu tenho medo que as coisas nunca mudem."


- Chico Buarque

Cada um com o seu passado

"Passado é uma merda. Você começa a namorar e o passado do cidadão vem junto. É aquela melhor amiga que já foi pegueti dele um dia e agora frequenta a casa dele e convida ele pras baladas. É aquela prima que ele passou a vida inteira babando nela e de repente começa a dar bola pra ele (e você, óbvio, não tem direito de sentir ciúme de “prima”). É aquela ex-namorada que morou junto na mesma casa e dormia na mesma cama que hoje você dorme. É aquela cama, inclusive, pra onde ele levava uma mulher diferente toda semana, em que você vai ter que dormir. É aquele monte de merda que o cidadão te contava que fazia. É com isso que você vai te que conviver agora.

Ter um relacionamento, seja ele qual for, não é fácil. Ter um passado, seja ele qual for, é inevitável. Tem gente que traz um final de casamento mal resolvido. Tem gente que traz uma penca de filhos. Tem gente que traz uma ex-namorada que não sai da cola. Tem gente que traz filho que nem sabia que tinha e que aparece dez anos depois. Tem gente que traz traumas de relacionamentos antigos. Tem gente que traz medos. Decepções. E mágoas.
O passado deveria servir pra trazer aprendizado. Experiências positivas. Esperança. E ficar pra trás. O passado não deveria ser uma mala que você carrega a viagem inteira. Tudo que se vive é válido. É lindo (algumas vezes). Mas é passado. Serviu como experiência, mas passou. Passado.
Tem gente que não consegue simplesmente deixar ir. Eu tenho amiga que ainda liga pro ex-namorado depois de três anos que terminaram. O pobre coitado do sujeito já explicou mil vezes que tá namorando com outra, que vai se casar e ela não se toca. Tenho outra que coleciona namorados. Namora com um, mas continua de rolo com os ex, pelo simples fato de não conseguir largar o osso. E nisso, já está no terceiro namorado fatorial.Seria muito bom que você pudesse interagir com alguém como se nenhuma das partes tivesse vivido experiências boas ou ruins. Como se fossem uma página em branco. Mas não é assim que funciona. Você e todo mundo têm uma memória interna. Um HD onde a gente vai salvando as coisas, deletando umas e outras por descuido – ou por querer – pra caber mais coisas de novo. E nesse HD a gente guarda tudo, desde que a gente nasceu. Pra isso serve essa memória interna. Porque é lá onde as coisas que passaram devem permanecer. Nas lembranças. Quando o passado começa a brigar com o presente, é porque alguma coisa está errada. Fora de lugar. Um deles está invadindo o espaço do outro. Seu passado é só seu. O passado do outro é só do outro. E, se esse passado não foi vivido junto no seu devido tempo, não tem porque ser vivido junto no presente."

Brena Braz

segunda-feira, 28 de março de 2011

Eu



"Eu triste sou calada
Eu brava sou estúpida
Eu lúcida sou chata
Eu gata sou esperta
Eu cega sou vidente
Eu carente sou insana
Eu malandra sou fresca
Eu seca sou vazia
Eu fria sou distante
Eu quente sou oleosa
Eu prosa sou tantas
Eu santa sou gelada
Eu salgada sou crua
Eu pura sou tentada
Eu sentada sou alta
Eu jovem sou donzela
Eu bela sou fútil
Eu útil sou boa
Eu à toa sou tua."


Martha Medeiros

Encerramento


"Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. Acho graça onde não há sentido. Acho lindo o que não é. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, o mundo continua rodando, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, existem coisas que não precisam ser explicadas. (Pelo menos para mim).

O que importa é o que faz os meus olhos brilharem, o coração bater forte, o sorriso saltar da cara. Eu acho que as pessoas são sempre grandes e às vezes pequenas, igual brinquedo Playmobil. Enxergo o mundo sempre lindo e às vezes cinza, mas para isso existem o lápis-de-cor e o amor que a gente aprendeu em casa desde cedo. Lembra?
Tenho um coração maior do que eu, nunca sei minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada).
Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de filme de susto, de lagartixa branca, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos entram e saem, nunca sei aonde fui parar. Mas uma coisa eu digo: eu não páro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre pergunto se você está feliz, se eu estou linda, se eu vou ganhar estrelinha, se eu posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim, se o café ficou forte demais. Eu sou assim. Nada de meias-palavras. Já mudei, já aprendi, já fiquei de castigo, já levei ocorrência, já preguei chiclete debaixo da carteira da sala de aula, mas palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força.
Sou menina levada, princesa de rua, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu... Beijo escondido, faço bico, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Amo e invento. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Sem censura. Sem pudor. Quer me entender? Não precisa. Quer me amar? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Porque hoje é dia das crianças e criança não liga pra preço, não liga pra laço de fita e cartão de relevo. Criança gosta de beijo, abraço e surpresa!"

Fernanda Mello

Não perca seu tempo comigo

"Verdade seja dita. Eu não sou como você esperava. Eu não sou uma morena-barbie pra ser sempre perfeita . Eu não tenho um par de peitos de 300ml de silicone em cada um. Não tenho uma bunda de 102cm de diâmetro como a da Juliana Paes. Eu sou muito mais do que você espera. Muito mais do que você agüentaria. E talvez até mais do que você merece.
Porque eu sou fiel aos meus sentimentos. Vou estar com você quando eu realmente quiser estar. Vou te ligar quando eu quiser falar com você. Porque eu não passo vontade. E nem vou passar vontade de você. Não vou fazer joguinho. Eu me entrego do meu jeito. Assim. Na lata. Eu abro meu coração. Rasgo o verbo. Me dou em prosa. E se te disser que não te quero, meu olhar vai me desmentir na tua frente. Porque eu falo antes de pensar. Eu falo até sem sequer pensar. Eu penso falando. E se estou com você, aí, não penso duas vezes. Não penso em nada. Não quero mais nada.
Então, não perca seu tempo comigo. Eu não sou um corpo que você achou na noite. Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não preciso do seu dinheiro. Muito menos de carro importado. Mas, talvez, eu precise dos seus braços fortes. Das suas composiçoes. Das suas mãos quentes. Do seu colo pra eu me deitar. Do seu conselho quando meu lado menina não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.
Você não vai me ver mentir. Desista. Mentiria sobre a cor do meu cabelo. Sobre minha altura. Até sobre meus planos para o futuro. Mas não vou mentir sobre o que eu sinto. Nem sob tortura. Posso mentir sobre minha noite anterior. Sobre minha viagem inesquecível. Mas não agüentaria mentir sobre você por um segundo. Não na sua cara. Mentiria pras minhas amigas sobre a sua beleza. Diria que tem corpo de atleta e um quê de Don Juan (mesmo sabendo que elas iriam descobrir a farsa depois). Mas não me faça mentir e dizer que não te quero. Que eu não estou na sua. Não me obrigue a jogar. Não me obrigue a dizer “não” quando eu quiser dizer “sim”. Não me faça tirar você da minha vida porque meu coração ainda acelera quando você me liga.
Insisto. Não perca seu tempo comigo. Porque eu não quero entrar na sua casa se não puder entrar na sua vida. Não me conte seu passado se eu não puder viver seu presente. Não faça planos comigo se não me incluir no seu futuro. Não me apresente seus amigos se, amanhã, vou virar só mais uma. Me poupe do trabalho de adivinhar seus pensamentos. Diga que me quer apenas quando for verdade. Diga que está com saudade apenas se sentir minha falta do seu lado. Peça minha companhia quando não desejar só meu corpo. Me ligue quando tiver algo pra dizer. Mas, por favor, me desligue quando não estiver mais afim de mim."

Brena Braz

'' Abriremos a cabeça, para que afinal floresça o mais que humano em nós ''



O começo sempre será difícil. Conhecer o novo, sair da zona de conforto e de segurança. Ir além, ir após. Começar é uma tortura para chegar em algo que será extramente ótimo ou não. Começar é dar o primeiro passo, não vacilar. Começar é abrir a janela de manhã, respirar bem fundo e saber que daqui meio minuto os abençoados problemas do dia irão surgir. Começar é trocar o pão pelo biscoito, o frito pelo assado, descobrir o gosto da rúcula aos 23. Começar é saber que cebolas são disfarces para quem tem vergonha do choro, e que as piadas sem graça é a desculpa de quem a tem como o único motivo para o riso. Amores virão depois das paixões, palavras certas sempre virão depois das erradas, a resposta certa virá quando o ato errado foi cometido, televisões novas estragam e garantias são perca de tempo, o telefonema mais esperado irá chegar enquanto estamos tomando banho com o rádio no último volume, as cartas não chegam, nem os e-mails, nem a esperança, as taças caras quebram como os copos de extrato de tomate, analfabetos ganham o país e poemas de Alice Ruiz passam sem aclamação. Começar pode ser aos 17. Pode ser aos 30. Pode ser aos 85. Começar pode ser ao som de Marvin Gaye ou no apaixonar de Chico. Debaixo de uma mangueira, debaixo de uma chuva torrencial. Começar em Porto Alegre, pousar em Curitiba, recomeçar na Avenida Paulista, dormir no braços de Cristo e “passar uma tarde em Itapuã, ao sol que arde em Itapuã, ouvindo o mar de Itapuã...”. Começar é de repente perceber que já se está na metade do caminho. Começar é dar mais valor ao tempo que temos e descobrir como é uma tortura o tempo que não temos. Começar é dar possibilidade de que alguma coisa aconteça aqui ou em Amsterdã. O beijo é o começo do amor. O amor é o começo do plano. O plano é o começo do caos. O caos é o começo da família. A família é o começo dos herdeiros. Os herdeiros são o começo do futuro. E o futuro já não é mais tão perto e nem tão para a gente. O futuro, aparentemente é o fim que nos espera. Espera para começar.

Cáh Morandi

sexta-feira, 25 de março de 2011

.:: Diva Marilyn Monroe ::.

Tudo que aconteceu não passa de um simples passado; feridas a gente sempre carrega e supera, nada melhor do que acreditar em si mesmo e saber que pra ser feliz não é preciso mendigar o amor de ninguém.Há quem goste de palavras, eu prefiro atos.

Muitos se apaixonam, eu prefiro o amor. Eu prefiro sorrisos à lágrimas.Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. Se achar que precisa voltar, volte.Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue. Se sentir saudades, mate-a. Se perder um amor, não se perca! Se o achar, segure-o!


Que a tristeza me desculpe. Que a saudade me perdoe. E para mim, a solidão tem cheiro de naftalina. Não adianta, eu e a tristeza não combinamos. Ela prefere o isolamento, eu adoro os amigos. Ela quer o choro, eu prefiro rir, rio até de mim. Em tudo ela vê tragédia, eu, oportunidades. Ela quer a prisão e eu a liberdade. Ela ouve músicas que trazem lembranças. Eu canto a esperança.


Fique na paz amigas

quarta-feira, 23 de março de 2011

O que me alimenta me destrói .

Quando eu ouço alguém suspirar, “A vida é dura”, eu sempre sou tentado a perguntar:

- Comparado a que?

*

(Sydney J. Harris)




Chegará o dia,em que todo homem conhecerá o íntimo de um animal.
E neste dia, todo o crime contra o animal será um crime contra a humanidade.

(Leonardo da Vinci)


As músicas são como as pessoas

Algumas com ritmo interessante,
encantam pelo tom,
mas são vazias, repetitivas e enjoativas.
outras possuem conteúdo, sentimentos, valores,
mas são bregas.

algumas outras até parecem que foram feitas para nós,

mas só parecem.

É questão de conhecer...
sem esquecer que,
"barulho" não é musica."


"...há impossibilidade de ser além do que se é.

No entanto, eu me ultrapasso, mesmo sem o delírio.
Sou mais do que eu, quase normalmente.
Tenho um corpo e tudo que eu fizer, é continuação de meu começo...
A única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo.
Quem sou?
Bem, isso já é demais...
E se me achar esquisito, respeite também.
Até eu fui obrigado a me respeitar."

(Clarice Lispector)

terça-feira, 22 de março de 2011



' A simplicidade torna as coisas mais bonitas.


''A quantidade de preconceito que cada um de nós tem é inversamente proporcional a de inteligência.''


Cada dia que se passa, temos que agradecer por tudo. Principalmente por pequenos detalhes que muitas vezes deixamos passar despercebidos, como uma palavra que sem perceber pode mudar o nosso dia, como gestos feitos para nos fazer sorrir, como um olhar de compaixão, um sorriso de amor, um sol de alegria. Devemos agradecer também por cada pessoa que Deus coloca em nossas vidas, as vezes pensamos que nada faz sentido, não entendemos o plano que Ele tem para nós, mas ninguém melhor que Ele pra saber o que é melhor para cada um. Não é por acaso que Ele coloca certas pessoas em nossas vidas, nada é por acaso, tudo tem um motivo, por isso não devemos menosprezar ninguém, temos que valorizar as pessoas que nos fazem bem, e as que nos fazem mal ignora-las. Mas lembrar de agradecer sempre, não só pedir, não só querer as coisas pra si mesmo, não devemos ser egoísta, temos que pensar em todo mundo, em tantas pessoas que sofrem, e causam sofrimento. Temos que aprender a perdoar e ter compaixão, porque Deus souber fazer isso por nós, então devemos retribuir para os filhos dele!

Fique na paz amigas.



'

"Os outros eu conheci por ocioso acaso. A ti vim encontrar porque era preciso." (Guimarães Rosa)

Bob: O que você faria se eu fosse embora?

Patrick: Esperaria você voltar.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Processos da vida




[...] Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida. Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar. Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.

Lya Luft

Buscando ser o que eu sou

O perfeccionismo é uma morte lenta. Se tudo se cumprisse à risca, como eu gostaria, exatamente como planejara, jamais experimentaria algo novo, minha vida seria um repetição infinda de sucessos já vividos. Quando cometo um erro vivo algo inesperado. Algumas vezes reajo ao cometer erros como se tivesse traído a mim mesmo. O medo de cometer erros parece fundamentar-se na recôndita presunção de que sou potencialmente perfeito e de que, se for muito cuidadoso, não perderei o céu. Contudo, o erro é uma demonstração de como eu sou, é um solavanco no caminho que tracei, um lembrete de que não estou lidando com os fatos. Quando der ouvidos aos meus erros, ao invés de me lamentar por dentro, terei crescido”

Que isto fique bem claro! Tentar ser algo que não é, ter idéias que não são atingíveis, ter a praga do perfeccionismo de forma a estar livre de críticas, é abrir a senda infinita da tortura mental. Amigo, não seja um perfeccionista. Perfeccionismo é uma maldição e uma prisão. Quanto mais você treme, mais erra o alvo. Amigo, não tenha medo de erros, erros não são pecados, erros são formas de fazer algo de maneira diferente, talvez criativamente nova. Amigo, não fique aborrecido por seus erros. Alegre-se por eles, você teve a coragem de dar algo de si.

Fique na paz amigos!

Opa! acho que sim! *-*



quarta-feira, 16 de março de 2011

Texto do livro espirita 'Jesus no Lar' . vale muito apena ler, e se perguntarem oque fariamos no lugar deles ? Reflita!


Auxílio Mútuo

Em zona montanhosa,
através de região deserta,
caminhavam dois velhos amigos,
ambos enfermos, cada qual a defender-se
quanto possível, contra os golpes do ar gelado,
quando foram surpreendidos
por uma criança semimorta,
na estrada, ao sabor da ventania de inverno.

Um deles fixou o singular achado
e clamou, irritadiço:
- Não perderei tempo.
A hora exigi cuidado para comigo mesmo.
Sigamos à frente.
- Amigo, salvemos o pequenino.
É nosso irmão em humanidade.
- Não posso – disse o companheiro,
endurecido -, sinto-mecansado e doente.
Este desconhecido seria um peso insuportável.
Temos frio e tempestade.
Precisamos ganhar a aldeia próxima
sem perda de minutos.

E avançou para diante em largas passadas.

O viajor de bom sentimento,
contudo, inclinou-se para o menino
estendido, demorou-se alguns minutos
colocando-o paternalmente ao próprio peito e,
aconchegando-o ainda mais, marchou adiante,
embora menos rápido.

A chuva gelada caiu, metódica, pela noite a dentro,
mas ele, sobreçando o valioso fardo,
depois de muito tempo atingiu a
hospedaria do povoado que buscava.
Com enorme surpresa, porém,
não encontrou aí o colega que o precedera.

Somente no dia imediato,
depois de minuciosa procura,
foi o infeliz viajante encontrado sem vida,
num desvão do caminho alagado.

Seguindo à pressa e a sós,
com a ideia egoística de preservar-se,
não resistiu à onda de frio,
que se fizera violenta e tombou
encharcado, sem recursos com
que pudesse fazer face ao congelamento, enquanto que o companheiro, recebendo,
em troca, o suave calor da criança
que sustentava junto ao próprio coração,
superou os obstáculos da noite frígida,
guardando-se indene de semelhante desastre.

Descobrira a sublimidade do auxilio mútuo…

Ajudando ao menino abandonado,
ajudara a si mesmo.
Avançando com sacrifício para ser útil a outrem,
conseguira triunfar aos percalços da senda,
alcançando as bencãos da salvação recíproca.

As mais eloquentes e exatas testemunhas
de um homem, perante o Pai Supremo,
são as suas próprias obras.
Aqueles que amparamos constituem nosso sustentáculo.
O coração que socorremos
converte-se-á agora ou mais tarde em rcurso a nosso favor.
Ninguém duvide.
Um homem sozinho é simplesmente
um adorno vivo da solidão,
mas aquele que coopera em benefício do
próximo é credor do auxílio comum.
Ajudando, seremos ajudados
Dando, receberemos: esta é a Lei Divina.

(do livro Jesus no Lar)



Estou aprendendo....


Eu estou aprendendo. Estou aprendendo a aceitar as pessoas, mesmo quando elas me desapontam, quando fogem do ideal que tenho para elas, quando me ferem com palavras ásperas ou ações impensadas.

Não é fácil aceitar as pessoas assim como elas são, não como eu desejo que elas sejam, mas como elas são! É difícil, muito difícil, mas estou aprendendo. Estou aprendendo a amar. Estou aprendendo a escutar, escutar com os olhos e ouvidos, escutar com a alma e com todos os sentidos.

Escutar o que diz o coração, o que dizem os ombros caídos, os olhos, as mãos irrequietas. Escutar a mensagem que se esconde por entre as palavras corriqueiras, superficiais; Descobrir a angústia disfarçada, a insegurança mascarada, a solidão encoberta.

Penetrar o sorriso fingido, a alegria simulada, a vangloria exagerada. Descobrir a dor de cada coração. Aos poucos, estou aprendendo a amar. Estou aprendendo a perdoar pois o amor perdoa, lança fora as mágoas, e apaga as cicatrizes que a incompreensão e insensibilidade gravaram no coração ferido.

O amor não alimenta mágoas com pensamentos dolorosos. Não cultiva ofensas com lástimas e autocomiseração. O amor perdoa, esquece, extingue todos os traços de dor no coração. Passo a passo, estou aprendendo a perdoar, a amar.

Estou aprendendo a descobrir o valor que se encontra dentro de cada vida, de todas as vida, valor soterrado pela rejeição, pela falta de compreensão, carinho e aceitação, pelas experiências duras vividas ao longo dos anos, Estou aprendendo a ver nas pessoas a sua alma, e as possibilidades que Deus lhes deu.

Estou aprendendo, mas como é lenta a aprendizagem! Como, é difícil amar, amar como Cristo amou! Todavia, tropeçando, errando, estou aprendendo… Aprendendo a pôr de lado as minhas próprias dores, Meus interesses, minha ambição, meu orgulho quando estes impedem o bem-estar e a felicidade de alguém. Como é duro amar !!!

- Autor desconhecido -