quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Caí, levantei! Cresci com tudo que vi, presenciei, por dentro e por fora. Se reinventar é todo dia, mesmo que não se perceba!



Do chão, a vista é tão bonita. Pude ver todos que diziam se importar, me assistindo desmoronar em silêncio. Pude sentir a superfície dura que é a realidade da vida se chocando contra minhas falsas certezas. Me permiti fechar os olhos que permaneciam abertos a tudo durante toda a minha vida. E eu que achava que teria de segurar o céu para sempre, me vi livre das responsabilidades de ser uma figura impávida para todos. Eu nunca liguei para o que diziam sobre mim, afinal depois dos 20 anos a gente não liga mais para o que dizem por aí. Mas hoje eu percebo o quão insignificante é o julgamento alheio. Senti minhas feridas abertas cobertas de poeira e não me achei mais tão invencível como outrora. Pude deixar desabar as lágrimas que insistiam em rolar durante anos a fio. Admitir todas as minhas fraquezas, e deixá-las tomar um banho de sol enquanto me levantava sem pressa. E agora, daqui do alto de meus 1,70 eu posso ver o quão melhor é ser um ser humano. Errante, mas totalmente capaz de se reinventar. O que é derrota para você, pra mim não é. Eu caí, mas eu pude entender que sou capaz de me reerguer. Meu conceito de vitória é outro. E ele é uma lição tatuada com sangue, na carne, sem anestesia e nem piedade. É a cicatriz que eu levo com orgulho.

- Brasileiríssimo

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